17/07/2015
Dicas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular
Como evitar problemas circulatórios em viagens longas?

Com a chegada das férias, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) dá dicas de como evitar incômodos comuns que aparecem quando se fica muito tempo na mesma posição. O problema pode ocorrer tanto em viagens de avião, como de ônibus ou carro.

1. Movimente a panturrilha
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Pedro Pablo Komlós, o movimento frequente das panturrilhas, “barriga das pernas”, conhecidas também como “coração das pernas”, estimula o fluxo de sangue nas veias, que são responsáveis pelo retorno do sangue contendo impurezas das extremidades das pernas ao coração. Longos períodos parado em pé ou sentado com as pernas pendentes, dificulta um pouco essa função. Em determinadas circunstâncias, em pessoas enfermas e predispostas, essas imobilidades podem facilitar a formação de um coágulo localizado no interior das veias. Essa anormalidade é conhecida como trombose venosa. Esse fenômeno tornou-se conhecido em voos muito prolongados como síndrome da classe econômica. “Para minimizar os efeitos da imobilidade forçada, sugerimos a movimentação frequente das pernas, forçando a flexão contínua dos pês para cima e para baixo. Sempre que possível, num lugar fechado como ônibus ou avião, insistir em caminhar com frequência”, recomenda.

2. Hidrate-se
Mais que altitude ou pressurização, a crescente desidratação se constitui num fator de risco para trombose. Evite a ingestão exagerada de bebidas alcóolicas e lembre-se de manter uma constante ingestão de líquidos não alcoólicos para promover uma abundante hidratação. Use também roupas confortáveis em viagens longas.

3. Use meias elásticas
Meias elásticas podem ser muito úteis. Consulte regularmente um angiologista ou cirurgião vascular para obter a prescrição da meia e compressão ideais. O uso da meia diminuirá a sensação de peso, pernas cansadas, e também será útil na contenção do edema/inchaço, depois de longos períodos sentados.

4. História familiar
Havendo história familiar de flebites ou trombose, diante de longas viagens, é recomendável consultar um especialista. A avaliação da existência de trombofilias – deficiência genética ou adquirida de fatores de coagulação – pode ser útil na prevenção efetiva de tromboses. A critério do angiologista ou cirurgião vascular, até o uso de medicamentos anticoagulantes ou flebotônicos podem ser necessários.





 

COMPARTILHE: